ABC contabiliza 30 casos de H1N1

Falta de vacinas nos postos de saúde resultaram no aumento de notificações (Foto: Imagem Ilustrativa)

Com aproximação da estação mais fria do ano, o inverno, a gripe A, ou H1N1, volta a preocupar pais e especialistas de saúde da região. Dados coletados com os sete municípios que integram o ABC apontaram ao menos 30 casos de gripe entre Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Santo André e São Bernardo. As cidades de São Caetano e Rio Grande da Serra não informaram.

O balanço apontou que de janeiro a maio deste ano, Mauá notificou 22 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que tem como uma das causas o vírus da influenza H1N1. Não houve óbito confirmado em decorrência da gripe. Na sequência está São Bernardo, com quatro confirmações da doença, sendo duas vítimas de H1N1, uma de H3N2 e uma do tipo B. A cidade também não contabilizou óbito. Santo André contabilizou duas vítimas, sendo uma criança de sete anos e um adulto de 47 anos. Até o momento, não há registro de óbito.

Diadema e Ribeirão Pires registraram uma vítima em cada. Segundo informações da Secretaria de Saúde de Ribeirão Pires, seis casos foram notificados, sendo dois descartados, três em análise e uma confirmação, em um bebê de três meses de idade. Já na primeira cidade, a vítima é um adulto de 39 anos.

Vacinação não atinge toda população

A abertura da vacinação contra a gripe para o público geral, feita na primeira semana de junho, não foi o suficiente para imunizar toda população. Após encerramento da campanha, em 31 de maio, muitos que procuraram a vacina nos postos de saúde da região, não encontraram doses em estoque. Não houve reposição por parte da Secretaria Estadual.

Diadema aplicou 89,2 mil doses na totalidade da campanha, sendo 22.230 em crianças com idade entre seis meses e seis anos, 2.704 em gestantes, 672 puérperas, 26,1 mil em idosos, 7,6 mil em trabalhadores da saúde, 2,5 mil em trabalhadores da educação, 17,6 mil em pessoas com comorbidades e 9,6 mil em demais moradores. Quem procurou postos de saúde para se vacinar nas últimas semanas, não encontrou doses disponíveis.

Mauá aplicou 20.101 doses no público desde a liberação das vacinas, e totalizou 77 mil pessoas imunizadas. Quem buscou imunização nos postos de saúde, não encontrou. Em São Bernardo, desde o início da campanha, foram imunizadas 237.112 pessoas. Do o total, 206.493 pessoas pertencem aos grupos prioritários, o que representa 88,30% da cobertura vacinal. Na cidade também não há estoques da vacina.

Nesta semana, o estudante Davi, de seis anos, estudante do Colégio Singular, do bairro Baeta Neves, em São Bernardo, foi diagnosticado com a doença. A mãe Shirley Silva Torralvo Morroni afirmou que não conseguiu vacinar o filho durante a campanha no posto de saúde Santa Terezinha, pois não haviam mais doses. “Ele (Davi) foi bem para o colégio, lá se sentiu mal, com dores de cabeça e febre e a noite, quando chegamos no Hospital Assunção, estava tudo lotado e a médica disse que todos os casos parecidos, o exame deu positivo para H1N1”, relatou a mãe. Davi está em casa, sem sintomas, mas vai ter que tomar medicamento Tamiflu, por cinco dias. Outro caso registrado foi em Santo André, com Jéssica, de nove anos, estudante da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Homero Thon.

Escolas intensificam higienização

Para combater a contaminação, ambas unidades educacionais afirmam tomar medidas preventivas para evitar o contágio. Entre as ações estão intensificação da higienização dos espaços e salas de aula com produtos específicos e maior arejamento das salas de aula. Além disso, bilhetes estão sendo enviados aos pais para conscientizar os cuidados básicos com os alunos.

Imunização

De acordo com o infectologista do Hospital São Luíz, em São Caetano, Renato Grinbaum, o número de notificações não representa a totalidade da doença, uma vez não são todas as ocorrências registradas. Ainda assim, é de extrema importância estar atento aos primeiros sinais de doenças respiratórias, entre eles dores de cabeça, expectoração, enjoos e vômitos. “A gripe, ou influenza, como chamamos, é acompanhada de febre alta, dores musculares internas, dores de cabeça e tosse seca. Para qualquer sinal parecido, a orientação é buscar um profissional de saúde para que o quadro não se agrave e não se torne, por exemplo, uma pneumonia”, orienta.

A vacinação protege contra três tipos de vírus da Influenza, sendo dois do tipo A e um do tipo B, o que intensifica a importância da aplicação. A imunização previne ainda complicações causadas pela gripe como pneumonia, principalmente nos grupos mais vulneráveis epidemiologicamente, o que reduz significativamente o número de hospitalização e de óbitos pela enfermidade.

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