À espera de CCJ, juros alternam viés de alta e baixa em linha com ritmo do dólar

Os juros futuros abriram estáveis nesta quarta-feira, 17, e, pouco depois, alternaram viés de baixa e viés de alta ao longo de toda a curva. O movimento acompanha a oscilação da intensidade da queda do dólar no mercado doméstico. A moeda americana tem uma sessão de enfraquecimento global após dados da China.

O DI para janeiro de 2020 abriu a 6,46% mesma taxa no ajuste de terça-feira, 16. Marcou mínima a 6,445% e máxima a 6,465%. O DI para janeiro de 2021 abriu a 7,09% ante 7,10% no ajuste da véspera. Marcou mínima a 7,07% e máxima a 7,10%. O DI para janeiro de 2025 abriu a 8,76% mesma taxa no ajuste de ontem. Marcou mínima a 8,73% e máxima a 8,78%.

Sobre o noticiário doméstico, os agentes econômicos continuam afirmando que é preciso agir com cautela. Há preocupações sobre o ritmo de tramitação da reforma da Previdência e sobre a capacidade governista de evitar que se vote algo além da admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Deputados da oposição querem discutir e votar questões que, via de regra, seriam debatidas somente na comissão especial.

Também preocupa a crise envolvendo a Petrobras. O entendimento é que, mesmo depois da entrevista à imprensa nesta terça, não está totalmente esclarecido se a estatal terá mesmo liberdade para decidir os preços de seus produtos. O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a empresa é livre para tomar suas decisões, porém afirmou que falta transparência na política de preços da companhia.

Na agenda local desta manhã, os destaques foram a segunda prévia de abril para o IGP-M. Segundo a FGV, o dado teve alta de 0,78% após ter aumentado 1,06% na segunda prévia de março. Com o resultado, o índice acumulou elevação de 2,96% no ano de 2019 e avanço de 8,50% em 12 meses.

A FGV também divulgou o Monitor do PIB, que mostrou que a economia brasileira encolheu 0,4% na passagem de janeiro para fevereiro. Na comparação com o segundo mês de 2018, porém, a atividade econômica avançou 2,3% em fevereiro deste ano.

O resultado “é consequência das retrações nas três grandes atividades econômicas (agropecuária, indústria e serviços). Apesar disso, os resultados interanuais mostram melhora substancial da economia, tanto pelo lado da oferta quanto pelo lado da demanda”, avaliou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, em nota oficial.

Na agenda internacional, os destaques são a divulgação do Livro Bege, sumário das condições econômicas em cada um dos distritos do banco central dos EUA, às 15h. Nesse início de manhã, a atenção segue voltada para o detalhamento dos dados sobre a economia chinesa, que cresceu 6,4% no primeiro trimestre de 2019, pouco acima da precisão do mercado (6,3%).

Por outro lado, o Ministério de Economia e Energia da Alemanha anunciou nesta quarta-feira um novo corte na projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2019, reduzindo-a do 1,0% estimado no fim de janeiro para 0,5%.

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