Damião desmente suposto assassinato da filha Laura, em São Caetano

Pai afirma que não entende os motivos que levaram Laura a tirar a própria vida (Foto: Divulgação)

“Não fiz nada e eu espero que as pessoas que estão me julgando peçam desculpas”, foi assim que Damião Airton de Souza falou sobre as acusações que circulam nas redes sociais de que a morte de Laura Ribeiro Lacerda, de 10 anos, no último domingo (17/03), não seria um caso de suicídio, mas de assassinato. Em entrevista exclusiva ao RD, nesta sexta-feira (22/3), o porteiro também relatou os detalhes do momento do falecimento da filha.

Ao afirmar que ainda está em choque, Damião relatou que tinha boa relação com filha, mas que nos últimos dois anos Laura falava de forma recorrente sobre a vontade de atentar contra a própria vida, mas o pai considerava que era uma questão em relação à morte da mãe, há oito meses.

“Eu pensava que ela queria ficar perto da mãe. Ela falava em ir para a rua, pois, a mãe morreu por causa do uso de drogas. Eu só comecei a achar estranho nos últimos tempos que ela dizia que conversava com os mortos e fazia muito tempo que ela vinha falando isso, inclusive de um rapaz de Santo André que faleceu e ela falava: ‘Papai, eu falei com o Tato’. Tato era um vizinho nosso de quando eu morava em Santo André”, relatou o pai.

No mais, Damião não verificou qualquer tipo de mudança de comportamento na filha, nem mesmo na escola ou em outros locais onde Laura frequentava. “Não consigo entender o que está acontecendo, não sei mais o que dizer”, diz o porteiro.

No dia

O pai de Laura relata que a menina acordou por volta das 6h daquele domingo (17), na sequência o acordou, mas o pai se manteve na cama, então a garota foi para a sala e começou a brincar com um ventilador. Um pouco antes das 9h, Damião teve sua última conversa com a menor, ao pedir para que ela não fizesse barulho para não acordar uma vizinha e que iria tomar banho.

Quando ligou o chuveiro escutou o estampido. O pai foi até o quarto e quando chegou já viu a garota no chão. Ainda viu dando o último suspiro. Na sequência, “por impulso” pegou a arma, um revólver calibre 38, e guardou em uma caixa que ficava em cima de um guarda-roupa. Ligou para a mãe e na sequência tentou acionar o Samu. Diz que a princípio não conseguiu falar, mas na sequência recebeu o retorno.

Investigação

Damião Airton de Souza relata que durante todo o depoimento para a Polícia Civil se sentiu “pressionado” em confessar que teria cometido o crime, mas manteve sua versão de que não teve relação com a morte da filha. Realizou todos os exames pedidos, como o de caligrafia, para que houvesse a comparação com a letra dos bilhetes encontrados junto ao corpo.

Em um dos bilhetes estava escrito o nome “Jaqueline”, que se trata de uma amiga de Damião e mãe da melhor amiga de Laura. “Elas tinham uma boa relação. Nunca ouvi sobre qualquer tipo de problema. Ainda vou conversar com ela para saber de alguma coisa”, relatou.

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