Manifestação contra taxa do lixo encurta sessão em São Caetano

A Câmara de São Caetano foi o palco de mais uma manifestação contra a cobrança da taxa do lixo. Durante a sessão dessa terça-feira (6), cerca de 100 manifestantes foram até o Legislativo para cobrar apoio dos vereadores. Por causa dos protestos os trabalhos na Casa duraram apenas 15 minutos e ao som de xingamentos os legisladores deixaram o plenário. Munícipes articulam um abaixo-assinado para apresentar um projeto popular para extinguir o tributo.

Os manifestantes ocuparam todos os lugares disponíveis na galeria. Durante toda a sessão gritos foram ouvidos contra os parlamentares, principalmente os que fazem parte da base de sustentação do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB). Sem ouvir uma palavra sequer sobre a taxa do lixo, aprovada no final do ano passado, os protestos aumentaram.

O presidente da Câmara, Pio Mielo (PMDB), prontamente entrou na ordem do dia. Todos os projetos foram aprovados de maneira rápida, e 15 minutos após o início da sessão, a mesma foi declarada finalizada. A base governista deixou o plenário rapidamente, enquanto os munícipes presentes no local gritavam contra toda a situação.

A manifestação seguiu na praça em frente a Casa de Leis de São Caetano. Várias pessoas foram até o microfone para relatar problemas com a taxa. As principais reclamações foram sobre aumentos abusivos entre 27% e 270%, além da falta de explicação sobre o assunto entre aqueles que procuraram diretamente a SAESA (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental de São Caetano).

Manifestantes buscam 10 mil assinaturas para projeto de lei que acaba com a taxa de lixo (Foto: Carlos Carvalho)

Após duas horas, o grupo de munícipes encerrou o protesto. Na próxima quinta-feira (8), às 19h30, no Parque Chico Mendes, haverá uma reunião para avaliação da manifestação e contagem de assinaturas do abaixo-assinado. A intenção é conseguir pelo menos 10 mil assinaturas para um projeto de lei popular que acaba com a taxa do lixo que é cobrada no município desde a década de 1970.

Em nota, a Câmara de São Caetano afirmou que reconhece “qualquer ato realizado de maneira organizada e democrática”. Também disseram que não se recusam a dialogar com qualquer entidade. Mas no final da nota fizeram uma ponderação. “Porém não será tolerada ofensa a honra e a segurança dos servidores da Casa, parlamentares, assessores e a própria população”.

Apesar da afirmação, não existem qualquer relato de depredação ou violência contra funcionários ou manifestantes durante o ato desta terça.

 

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