Corredores de ônibus em São Bernardo custarão R$ 197,8 milhões

Governo estima corredores para o fim de 2019. (Foto: Pedro Diogo)

O governo do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), prevê que os quatro corredores e mais um terminal de ônibus terão custos de R$ 197,8 milhões, totalidade proveniente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). A expectativa do Paço é que o início das obras ocorra ainda no fim deste ano, com prazo para conclusão de 24 meses a partir da assinatura da ordem de serviço.

Conforme antecipado pelo RD, o governo abriu uma licitação pública internacional para construção de 18,95 km dos corredores São Pedro, Rotary, Castelo Branco e Galvão Bueno, além da construção do Terminal Batistini. Cada empresa ou consórcio pode assumir no máximo dois dos cinco lotes. Os envelopes contendo as propostas de empreiteiras interessadas serão abertos no dia 19 de outubro, às 10h.

Os quatro corredores e o terminal fazem parte de um segundo lote do Programa de Transporte Urbano de São Bernardo do Campo. Os investimentos vêm por meio de acordo assinado, em 2013, pelo ex-prefeito Luiz Marinho (PT), que prevê investimentos de US$ 250 milhões – cotados atualmente de R$ 775,9 milhões. A quantia é discriminada em US$ 125 milhões do BID e contrapartida igual do governo municipal.

Segundo a Prefeitura de São Bernardo, o corredor São Pedro está orçado em R$ 70,2 milhões. A via terá extensão de 6 km, passando pelas ruas dos Vianas e Saracantan, e avenidas Pery Ronchetti, Dom Pedro de Alcântara, além de parte da avenida Luiz Pequini. Na região da Vila São Pedro, o programa também prevê a construção de um terminal de ônibus, mas o empreendimento não foi citado nesta peça licitatória.

Por sua vez, o corredor Rotary tem custos previstos em R$ 27 milhões e terá trajeto aproximado de 2,4 km, a partir da Praça Miguel Etchenique, que fica na região central – próxima à unidade da rede de supermercados Walmart. A via passará pelas avenidas Rotary, Luiz Pequini a partir do viaduto do Corredor Leste Oeste e se estenderá pela rua dos Vianas, no trecho a partir do corredor São Pedro até a divisa com Santo André.

O corredor Castelo Branco custará R$ 52,4 milhões, com extensão total de 4,25 km, passando pela avenida Humberto de Alencar Castelo Branco. A via partirá a partir da Praça Giovanni Breda, no bairro Assunção até as proximidades do Terminal Metropolitano Piraporinha, no limite com Diadema.

Com 31 paradas de ônibus previstas, o corredor Galvão Bueno contará com aporte de R$ 24,5 milhões para a construção do percurso de 6,3 km. A via estará localizada entre a estrada Cama Patente (próxima à rodovia dos Imigrantes e Rodoanel) e a via Anchieta, percorrendo o eixo constituído pela estrada Galvão Bueno e pela avenida Maria Servidei Demarchi.

O Terminal Batistini será construído pelo valor de R$ 23,5 milhões em uma área de cerca de 3.200 m². No projeto, a estação contará com quatro linhas alimentadoras, provenientes dos bairros até o terminal, e três linhas troncais, que passarão pela região central de São Bernardo com destino aos bairros Industrial, Taboão e Jordanópolis.

Caso as obras se iniciem ainda neste ano, o governo deve entregar, portanto, tanto os quatro corredores como Terminal Batistini ao fim de 2019.

Outros corredores

O Programa de Transporte Urbano de São Bernardo do Campo também prevê a construção dos corredores Faria Lima, Jurubatura, Montanhão, Ferrazópolis, Capitão Casa, João Firmino, Senador Vergueiro, Alvarenga e o Leste-Oeste. Também são esperados os terminais de ônibus no Alvarenga (antigo Alves Dias) e no Rudge Ramos.

Em entrevista ao RD em agosto, Morando afirmou que o corredor Leste-Oeste, com obras paradas, somente será retomado em 2018, alegando falta de recursos. A estrutura era para ser uma das primeiras entregues pelo governo Marinho e tinha previsão de abertura antes do fim do mandato, mas os trabalhos somente foram iniciados em 2015. A via terá 13,6 km de extensão, e a conclusão é estimada para 2019.

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