Sete postos de Saúde em Santo André fecham para reformas

Ana Paula Peña Dias e o prefeito Paulo Serra

Sete unidades de Saúde em Santo André fecharão para restruturação física a partir desta terça-feira (1º/08). O comunicado foi feito na tarde desta sexta-feira (28/07) pelo prefeito Paulo Serra (PSDB), que anunciou um plano de modernização e informatização para todo sistema de atendimento. Até 2020, todos os 41 postos passarão por intervenções, algumas ocasionando a interdição e outros pontos seguirão operando durante o processo.

Nessa primeira etapa, serão fechadas as unidades de saúde do Parque Novo Oratório, Bairro Campestre, Vila Humaitá, Parque das Nações, Jardim Bom Pastor, além da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Santo André e do Centro de Especialidades III, na Vila Vitória. Segundo o prefeito, todos os usuários desses equipamentos serão direcionados a postos nas proximidades, com a garantia de que os atendimentos já agendados não serão prejudicados (veja a tabela).

“No dia 1º agosto começam as reformas. Preferimos não fazer o programa de qualificação sem a interrupção (em necessidades de maiores intervenções estruturais), para não correr o risco que a gente correu no Pronto Atendimento Bangu, quando um telhado desabou durante uma reforma e graças a Deus, não vitimou alguém. Todas serão entregues com um novo padrão no ano que vem”, justifica o prefeito.

Ao lado da secretária de Saúde, Ana Paula Peña Dias, Serra também informou que as unidades de saúde do Jardim Irene e Utinga também passarão por reformas a partir da próxima semana, porém, não necessitarão de interdição. O prefeito anunciou a informatização em todos os equipamentos ao longo do mandato, com intuito de ter maior agilidade de atendimento, mapeamento de profissionais do setor e melhor controle de estoque de medicamentos.

Ao todo, Santo André tem 33 unidades de saúde – 12 delas são USFs (Unidades Saúde da Família) –, três UPAs, dois PAs (Pronto Atendimentos) e três Centros de Especialidades.

Medicamentos

Durante a coletiva em seu gabinete, Serra voltou a falar de dívidas deixadas pelo ex-prefeito Carlos Grana (PT). Segundo o tucano, foram quitados R$ 7 milhões atrasados por 19 meses pela Prefeitura de Santo André com fornecedores de medicamentos. Por essa razão, a destinação de remédios ficou prejudicada nas unidades de saúde.

“O reabastecimento está quase normalizado. Chegamos a 20% do estoque e hoje estamos com mais de 75%. A partir do momento que quitamos a dívida, o mercado voltou ao normal. A gente espera mais 60 dias (para restabelecer a totalidade de medicamentos)”, projeta o prefeito.

Atenção básica

Outra meta anunciada pelo governo é a ampliação da cobertura da atenção básica em Santo André. Segundo Ana Paula, hoje o atendimento cobre apenas 25% da população andreense, mas o objetivo é subir o percentual entre 85% a 90% até o fim deste mandato. “Cerca de 70% dos casos de intervenção hospitalar poderiam ter sido evitados se tratados antes na rede básica. Vamos capacitar os profissionais e orientar melhor nossos pacientes”, afirma a secretária.

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