Escolha de diretoria e presidente não teve interferência externa, reafirma Vale

O Conselho de Administração da Vale reafirmou que o processo de escolha dos membros de sua diretoria executiva, em especial de seu novo diretor-presidente, Fabio Schvartsman, “ocorreu a salvo de qualquer interferência externa e foi conduzido em conformidade com as melhores práticas de mercado”.

Segundo comunicado da empresa divulgado nesta sexta-feira, 19, o processo seguiu os ritos e a governança da companhia, resultando “na contratação de um profissional de mercado cuja reputação foi inteiramente formada em empresas privadas”.

A empresa se manifestou por conta da divulgação da delação do empresário Joesley Batista, da JBS, em que ele afirma que o senador afastado Aécio Neves (PSDB) teria dito que estaria nomeando o presidente da Vale, entre outras coisas.

Conforme a mineradora, no processo de escolha, o Conselho estabeleceu uma comissão formada por representantes de seus principais acionistas controladores, que ficou responsável pela condução do processo de identificação e escolha do novo executivo. Em todo o processo, a comissão e o próprio Conselho de Administração foram assessorados pela empresa Spencer Stuart, especializada no recrutamento de executivos “com larga experiência e reconhecimento globais, que presta serviços há mais de 12 anos para a Vale”.

A Vale informa, ainda, que, na última reunião do Conselho de Administração da empresa, realizada em 11 de maio deste ano, foram renovados os mandatos de quase todos os executivos, à exceção de Humberto Freitas, que, por decisão pessoal, optou por deixar a companhia no fim de seu mandato, previsto para o próximo dia 25, sem a admissão de qualquer outro diretor.

“O Conselho de Administração da Vale reafirma o seu compromisso com a ética, a transparência e a eficiência de gestão voltadas para atender os interesses dos seus acionistas, colaboradores, fornecedores, clientes e as comunidades onde atua”, diz o comunicado.

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