Morando envia projeto para reduzir o salário de R$ 30,6 mil a R$ 25,6 mil

O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), encaminhou nesta quarta-feira (17), à Câmara dos Vereadores, o pedido de redução do próprio salário base, de R$ 30.625,77 para R$ 25.604,69. A medida do tucano ocorre após matéria publicada pelo Repórter Diário, em 20 de abril, na qual evidenciou que os ganhos do chefe do Executivo são superiores aos de 25 dos 26 prefeitos de capitais brasileiras e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

A remuneração bruta de R$ 25.604,69 era o valor exato do cargo do prefeito de São Bernardo, antes de 14 dos 28 vereadores darem o aval ao aumento de 19,61%, em abril do ano passado, no governo do ex-prefeito Luiz Marinho (PT). Seis deles estão nesta legislatura: Toninho da Lanchonete (PT), Bispo João Batista (PRB), Índio (PR), Martins Martins (PHS), Reginaldo Burguês (PSD) e Tião Mateus (PT). Já Rafael Demarchi (PRB) se ausentou durante a votação.

De acordo com o governo, a anulação do reajuste resultará na devolução desses valores adicionais (R$ 5.021,08 a cada remuneração) concedidos a Morando, de janeiro a maio, aos cofres públicos, resultando em um montante somado em R$ 25.104,40. “Quando o salário do prefeito de São Bernardo foi aprovado, eu era deputado estadual e me posicionei contrário a medida, assim como meu partido. Então, tomar essa decisão agora é apenas seguir minha coerência e propósito pelo qual fui eleito”, disse o prefeito.

Apesar da medida, Morando (foto) segue com maior salário que Alckmin e o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), que recebem vencimentos bases de R$ 21.631,05 e R$ 24.165,87, respectivamente. Entre os governantes de 26 capitais pelo Brasil, o chefe do Executivo de São Bernardo passará a ter ganho maior do que 22 deles, sendo superado apenas pelos homólogos de Belo Horizonte (R$ 31.113,02), Curitiba (R$ 26.723,13), Maceió (R$ 26.666,67) e Florianópolis (R$ 25.609,42).

Problema pula para Santo André

Com a proposta de anulação do aumento salarial de Morando, agora é o prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), que terá o maior salário base do ABC: R$ 27.277,32. O tucano andreense recebe remuneração bruta superior a 25 dos 26 governantes das capitais brasileiras, permanecendo apenas atrás de Alexandre Kalil (PHS), em Belo Horizonte, com vencimento de R$ 31.113,02.

Pelo ABC, o prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), é o terceiro com melhor remuneração base, com R$ 20.854,00, seguido do homólogo de Ribeirão Pires, Adler Kiko Teixeira (PSB), com R$ 20.042,34, e de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (PSDB), R$ 19.500,00.

Em São Caetano, o governo do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) segue sem informar no Portal da Transparência o salário base, apenas disponibilizando o valor líquido (com os descontos) em R$ 14.928,24. No comando da Prefeitura de Mauá, Atila Jacomussi (PSB) conta com remuneração bruta de R$ 18.576,09.

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