G12 protocola segunda CPI na Câmara em uma semana

Vereador Companheiro Sérgio (PPS)

Uma semana após protocolar o pedido de instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para averiguar denúncia de supostas irregularidades em contratos da Prefeitura com a construtora Mendonça e Silva Construção e Reforma, o G12 protocolou nesta quinta-feira (30) um novo pedido de investigação de outro contrato, desta vez com a empresa Azyal Construções Civis.

O objetivo da nova CPI é investigar a contratação da empresa Azyal em 2014 para a reforma de telhados de quatro ginásios no município. Segundo documentos anexados ao pedido, alguns locais que passariam por reforma, como o ginásio Ayrton Senna nunca foram alvos de qualquer intervenção em sua estrutura. Além disso, a contratação não foi feita através de processo licitatório e sim por carta-convite.

O pedido de investigação agora passará pelo crivo do departamento jurídico da Câmara. Caso não tenha qualquer tipo de problema em torno da proposta, o requerimento retornará ao plenário na próxima semana para que inicie a indicação dos cinco membros que participarão desta CPI.

“O governo não tem nenhuma preocupação com esta CPI. Se quiser investigar, vamos investigar, não tem problema. A questão é que para mim CPI tem que dar em alguma coisa, tem que prender quem roubou e isso nunca aconteceu aqui, até por isso que eu não assino nenhuma CPI”, disse o líder de governo, Célio Lucas de Almeida, o Célio Boi (PSB).

Primeira
Sobre a CPI da Mendonça e Silva, a proposta ainda aguarda a indicação oficial dos seus membros. Extraoficialmente estão nesta comissão o vereador Companheiro Sérgio (PPS), que será o presidente, e Josa Queiroz (PT), que será o relator. Rodrigo Capel será o indicado do PV. O PSB ainda está na dúvida em indicar Sérgio Mano ou Célio Boi. Um quinto membro será indicado pela bancada PT/PRB/PR. Os nomes serão conhecidos nesta sexta (31).

Terceira
Em discurso na tribuna durante a sessão desta quinta, Josa Queiroz já anunciou que irá protocolar um terceiro pedido de CPI nos próximos dias, mas por questão de estratégia não quis dar detalhes sobre os motivos para nova investigação. Assim, com um terceiro pedido, a Câmara de Diadema chegaria ao mesmo número de pedidos feitos entre 2013 e 2016.

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