Lojistas criticam nova sinalização na Carijós

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Rua Carijós é comercial. Foto: Pedro Diogo

Os comerciantes da rua Carijós, em Santo André, reprovaram as novas sinalizações horizontais e verticais da via feitas pela Prefeitura. A reclamação é que a medida trouxe restrição do desembarque de mercadorias, pois obriga os veículos a pararem longe dos estabelecimentos. As mudanças, segundo o Departamento de Trânsito do Paço, são para atender à carência de estacionamento na via, conciliar a demanda com o tráfego de ônibus na rua para melhorar a fluidez.

Mas a explicação não convence quem trabalha ou possui comércio no local. Para Celso Benjamin, 37, funcionário do Atacadão das Texturas, que fica na altura no número 240, as alterações só prejudicaram a loja. Toda vez que precisa receber mercadorias e fazer embarque de produtos, os transportadores precisam estacionar muito longe do estabelecimento. “O material é muito pesado e eles têm de parar o veículo até duas quadras de distância”, diz Benjamin. Como paliativo, a casa começou a comprar menos mercadorias e destinou parte da área física para área de embarque e desembarque.

Um proprietário de outro estabelecimento na avenida, que não quis se identificar, diz que a medida foi mau uso do dinheiro público, porque ao invés de fazer as modificações na sinalização o Paço deveria arrumar as calçadas. “É uma falta de respeito enorme com o dinheiro público. Isso deveria ser responsabilidade deles e nós não deveríamos ter de pagar multa. Por que não arrumam as calçadas?”, questiona.

De acordo com Epeus Monteiro, diretor do DET (Departamento de Engenharia de Tráfego) de Santo André, a nova sinalização visa apenas resolver ajudar os comerciantes e quem passa no local. No ano passado, a Prefeitura instalou uma faixa exclusiva de ônibus entre as ruas Amambaí e a Coronel Seabra. A via ficou dividida em três faixas, duas com destino ao Centro e uma ao bairro.

Proibição
A nova medida também mexeu com quem estaciona do outro lado da via, onde ficou proibido estacionar somente das 7h às 9h e das 17h às 19h. “Não faz sentido nós priorizarmos durante 24 horas por dia o transporte coletivo. O importante é ele ter uma pouco mais de fluidez nos horários de pico”, explica Monteiro.

As obras, orçadas em R$ 141 mil, levam ainda uns 15 dias para acabar. Nesta quinta (14) uma equipe fazia a raspagem da sinalização horizontal e divisão da via em duas faixas, uma para cada sentido. Assim, o estacionamento ficará proibido no período da manhã do lado direito para quem vai no sentido centro, enquanto no final da tarde a proibição de estacionar será no sentido contrário. Fora desses horários, o estacionamento continuará permitido em ambos os lados. “Isso contempla o transporte público para o deslocamento residência-trabalho e trabalho-residência e ao mesmo tempo não prejudica tanto os comerciantes”, diz.

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