MP vai investigar relação do São Paulo com organizadas após Leco admitir repasses

O Ministério Público abriu inquérito nesta quinta-feira para apurar a ligação de cooperação entre o São Paulo e as torcidas organizadas. Em entrevista nesta semana ao jornal Folha de S. Paulo, o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, admitiu que a diretoria contribui com as facções ao dar ingressos e distribuir dinheiro para desfiles de Carnaval.

A abertura do inquérito se baseia no Estatuto do Torcedor para explicar que ao cooperar com as torcidas organizadas, o São Paulo se torna responsável por possíveis atos de vandalismo praticados pelas facções. O inquérito, assinado pelo promotor Gilberto Nonaka, da Justiça do Consumidor, aborda ainda a confusão no último domingo, quando membros da organizada Torcida Independente causaram confusão com a polícia durante jogo da Copa São Paulo de Futebol Junior.

O São Paulo afirmou via assessoria de imprensa que ainda não foi notificado oficialmente do inquérito e somente após esse comunicado o clube vai se manifestar. Na entrevista, Leco reconheceu auxiliar os membros das torcidas organizadas. “Você tem que dar ingresso para eles e eles vão no jogo”, disse.

A diretoria confirmou ao jornal que o São Paulo dá 1.500 ingressos para as torcidas organizadas nos jogos como mandante e 500 nas partidas fora. Além disso, repassa R$ 150 mil para as organizadas dividirem para o Carnaval. A Dragões da Real disputa o Grupo Especial (primeira divisão), enquanto a Independente Tricolor, ligada à Torcida Independente, se manteve no Grupo de Acesso (segunda divisão) após recorrer do rebaixamento.

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