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Argentina minimiza tensão comercial na América do Sul

O ministro de Economia da Argentina, Hernan Lorenzino, minimizou neste sábado as recentes tensões comerciais existentes na América do Sul. Ele disse que as disputas comerciais são comuns depois de períodos de rápido crescimento econômico.

A Argentina tem enfrentando críticas de seus parceiros comerciais da região por ser bastante agressiva na utilização de barreiras comerciais formais e informais.

“Todos os países da região cresceram muito nos últimos anos e nós temos importantes laços comerciais”, Lorenzino disse nos intervalos de conferência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), realizado em Montevidéu, no Uruguai.

O ministro disse também que em todo período de importante crescimento ocorrem tensões. “Eu penso que existe um objetivo comum de dar uma melhor qualidade de vida para nosso povo e isso resolve qualquer tensão”, disse.

A América do Sul tem registrado quase uma década de crescimento graças à demanda da Ásia por matéria-prima que elevou os preços dos produtos exportados da região, como petróleo, grãos, metais e outras commodities.

A indústria pesada da América do Sul, especialmente a brasileira e argentina, também se beneficiou do crescimento, que criou dezenas de milhões de novos consumidores de classe média. A Argentina ressuscitou políticas de substituição de importação para proteger a indústria local e criar novos empregos em fábricas ao forçar multinacionais a produzir seus produtos no país.

Mas medidas protecionistas foram intensificadas nos últimos meses ao ponto em que os principais parceiros argentinos na América do Sul começaram a fazer críticas abertas ao governo. As câmaras de comércio do Brasil, Chile e Uruguai criticam abertamente as barreiras argentinas.

Desde fevereiro, os importadores argentinos tem que obter autorização da autoridade fiscal, do secretariado de comércio e de outras agências governamentais antes de trazer mercadorias para o país. As informações são da Dow Jones.

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