Considerada como uma das mais fortes candidatas a presidência da república nas eleições de 2018, a ex-senadora Marina Silva (Rede Sustentabilidade), garantiu nessa terça-feira (19), que não está usando as eleições municipais desse ano como ‘trampolim’ para se promover para o pleito nacional. Em atividades realizadas em São Caetano, Diadema e Mauá, a ex-ministra está tentando criar uma “nova forma de política” com a legenda que tem apenas nove meses de fundação.
Durante a atividade realizada na sede do Legislativo de Diadema, Marina Silva, fez duras críticas a candidatos que usam das eleições de um ano para se promover politicamente para a próxima disputa eleitoral. “Nós não estamos usando a eleição de 2016 como trampolim para 2014. Muita gente lança candidatura de qualquer jeito ou a qualquer preço pensando em acumular dividendos políticos, nós estamos procurando de fato ter o nosso compromisso de melhorar a qualidade de vida da população, de qualidade política, de produzir uma inovação política, de fazer com que o partido não seja apenas aquele de eleição para eleição, do poder pelo poder, mas que faça um debate em torno de ideias, de propostas e de projetos”, explicou.
Com tranquilidade nas palavras, a ex-senadora evita a todo o instante se colocar como a principal líder da Rede ou mesmo como uma mentora da forma em que o partido se relaciona internamente. “Não temos presidentes, mas sim porta-vozes, um homem e uma mulher, um jovem e um com mais experiência. Estamos tratando com todos para formar um partido que possa apresentar uma nova forma de política para a população, sem colocar os interesses próprios acima da população”, afirmou.

Questionada sobre as dificuldades enfrentadas pela legenda em torno de sua formação, Marina Silva considera que conseguiu algumas “vitórias” nos últimos nove meses, desde a forma em que conseguiu as assinaturas, até a aceitação de deputados federais. “Nós temos quatro deputados federais e esses quatro estavam compatíveis com o DNA da Rede, mesmo sendo pessoas que vem de trajetórias diferentes. Chegamos a conversar com 29 deputados, mas muitos deles não se encaixavam no nosso perfil”, afirmou.
Eleições
Em relação as eleições municipais na região, a legenda aguarda a definição das conversas com outras legendas para formalizar as chapas para as disputas majoritárias. Em Diadema, Virgílio Alcides de Farias, aguarda a decisão do Psol e as últimas reuniões com o PMB para formação da chapa. O ecologista não descarta a possibilidade de ter uma vice da Rede em sua chapa.
No caso de Mauá, o vereador Rogério Santana, terá reuniões com o PPL para definir a chapa. A única cidade onde já foi definido o apoio é São Caetano, onde Sara Jane Zanetti garantiu a adesão do Psol. As primeiras convenções começam no fim de semana.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
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