Durante o carnaval, ficarei sozinho com um livro

5/02/10

 

 Na universidade, durante a festa do amigo secreto no ano passado, quando o professor Tadeu disse que, no Ano Novo, iria publicar mais um livro infanto-juvenil, muitos colegas não tiveram o bom senso de esconder o mal-estar diante de sua bem sucedida carreira de escritor.

 

           

            Na situação hipotética acima (apesar de, no espaço acadêmico, existirem professores que, embora não escrevam nem publiquem uma linha sequer, gozam, não se sabe como, de prestígio), o redator comeu bola na grafia de algumas palavras. Principalmente, quando se trata de escrever dentro das novas regras ortográficas, a preocupação deverá ser redobrada.

 

            Vamos escrever de novo o texto acima dentro das novas regras de nossa ortografia, que, quer queiramos ou não, vão fazer parte de nosso cotidiano em 2012:

 

 

Na universidade, durante a festa do amigo-secreto no ano passado, quando o professor Tadeu disse que, no ano-novo, iria publicar mais um livro infantojuvenil, muitos colegas não tiveram o bom-senso de esconder o mal-estar diante de sua bem-sucedida carreira de escritor.

 

 

            O que mudou em relação às novas regras foi a grafia de apenas duas palavras: bom-senso (antes se escrevia bom senso) e infantojuvenil (antes era com hífen). Com relação às outras palavras, mesmo antes da reforma, escreviam-se como as vemos. A grafia de ano-novo é, ao contrário do que se vê por aí, em letra minúscula.

 

            Ah, em fevereiro, muita gente vai pular Carnaval. Pois bem, o pessoal deveria é ficar lendo um livro de gramática. Até para aprender que carnaval se escreve com letra minúscula.

 

            Se bem que… Até os grandes jornais não conhecem esse aspecto ortográfico…

 

Então, durante o carnaval… aliás, não estarei sozinho, pois quem está com um livro jamais fica só, jamais permanece a mesma pessoa.

 

Círculo de Leitura na Livraria Cortez

2/02/10

Trocando ideias

PublishNews - 29/01/2010 - Por Redação

Sob coordenação da Doutora em Linguística e Semiótica (USP), Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC/SP) e Especialista em Literatura (PUC/SP), Mônica Éboli de Nigris, a Livraria Cortez (Rua Bartira, 317 – Perdizes. São Paulo/SP. Tel.: 11 3873-7111) promove mensalmente, sempre no primeiro sábado de cada mês, o “Círculo de Leitura”. A próxima edição será no dia 6 de fevereiro, a partir das 14h15, com entrada franca. Durante o encontro, os participantes têm a oportunidade de comentar, sugerir e trocar ideias sobre as mais diversas obras literárias, com a liberdade de escolher o livro de sua preferência. “No Círculo, as pessoas ficam livres para escolher seus próprios temas e para falar o que acham do livro. Isso não acontece frequentemente nas escolas e se tornou um problema muito comum no ensino médio que precisaria ser mudado”, observa Mônica. Outras informações sobre o evento através do e-mail eventos@livrariacortez.com.br.

A ética como substantivo concreto: dois pontos em análise

19/01/10

          Este texto tem por objetivo abordar o comportamento ético de professores que têm sob sua tutela alunos que serão futuramente profissionais da área educacional ou de outras áreas, mas que, de um modo ou de outro, não poderão prescindir da ética.

                       

            1 – Nada há de mais omisso do que um professor omitindo dados e informações no sentido de obstruir o acesso à construção do conhecimento, com receio da própria competição futura representada pelos alunos e colegas ou mesmo puro fruto da sua pequenez.

            Diante da ameaça de um aluno bem informado, o professor omisso manipula dados e informações a bel-prazer no sentido sempre de desviar o aluno do acesso direto às fontes, criando permanente dependência e desestimulando inteiramente a autonomia da construção do conhecimento.

            A tática é a dos velhacos que paternalmente mantêm a ignorância sob controle. Em outras palavras, o professor procura desviar os alunos da autossuficiência na busca dos dados e informações necessárias ao processo do aprendizado permanente, fazendo com que os seus alunos tenham sempre que lhe recorrer, tornando-os cativos de um conhecimento manipulado com o implícito sentido de não representar futura ameaça alguma à sua posição de professor “sabichão”.

            Existem alguns casos de professores em sala de aula que, diante de uma pergunta que poderia demandar um pleno esclarecimento para todos sobre a questão, manipulam inteiramente a discussão no sentido de desviar o foco para outras possibilidades descabidas, deixando o aluno à mercê de suas dúvidas, confundindo-o ainda mais, mas com o artifício criminoso de ter explicado algo satisfatório, enganando aquela mente sedenta de conhecimento.

            Diante de tal quadro, esse professor aniquila a possibilidade de autonomia do aluno em busca da construção do conhecimento, o que lhe é plenamente desejável diante da psicose de competição futura que o aluno possa representar para si. Tal atitude, não raro, se dissemina para a própria turma, na qual o aluno omite dados e informações dos colegas, temendo também a competição, verdadeira fobia cultivada na sala de aula.

            O resultado é o desestímulo da atitude cooperativa da construção do conhecimento como um bem coletivo.

            O desejável e o correto é cultivar o espírito permanente de parceria para construção do conhecimento na lida cotidiana com os dados e as informações que nos chegam à sala de aula e fora desta.

 

            2 – Nada há de mais deplorável do que um professor fingindo conhecimento que não possui.

            Diante de tal falácia, alunos ficam inteiramente à mercê da mentira em lugar de ciência e o que se produz é o desconhecimento e a mediocridade.

            A tática é o uso obsessivo de apostilas, apontamentos, transparências, seminários, data show, questionários e outras formas de ocultação da incompetência e risco de exposição teórica diante dos alunos.

            Existem casos até em que alunos mais ousados, percebendo tal manobra por parte do professor, sorrateiramente subtraem seus apontamentos antes do início da aula, causando verdadeiro embaraço para o “mestre”, que desconversa e muda inteiramente o rumo da aula no sentido de criar um ponto de fuga capaz de dissimular a sua incapacidade para uma aula sem recorrer às “colinhas professorais”.

            Assim, o próximo passo é inaugurar em sala de aula e no ambiente escolar a prática do fingimento.

            O resultado dispensa comentários.

            O desejável e o correto é procurar estudar sempre, porque ninguém estuda mais do que o professor: permanente aluno.           

Sérgio Simka e Ítalo Meneghetti são professores mestres do curso de letras das Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP).

Este artigo é para “mim” ler?

1/12/09

Este artigo é para eu (ou para mim) ler?
 

 

 

 

            De cada 10 pessoas, 11 costumam dizer: Este artigo é para MIM ler? O pessoal usa a estrutura “para mim” em tudo que é lugar, é um festival de para mim ir, para mim fazer, para mim entrar no Orkut, para mim escrever no MSN, para mim assistir TV, etc. Um “para mim estudar” até que salvaria a pátria, mas mesmo assim o pessoal prefere dizer “para mim sair”.

            Observe: “A véia falô pra mim ir no supermercado comprá duzentas gramas de mortandela, mano!”

            É… O desrespeito com a língua começa antes, em casa: “véia” é a vovozinha, seu moleque do c… E a frase está salpicada de erros: oito ao todo. O bródi deveria ter se expressado: “A velha falou para eu ir ao supermercado comprar duzentos gramas de mortadela, mano!”

            Por que então está errado? No português-padrão, a língua que a sociedade e o vestibular vão cobrar de pessoas escolarizadas, deve se dizer “para eu” antes de um verbo: Este artigo é para eu ler? Quem vai exercer a ação de ler só pode ser o pronome “eu”; o “mim” apenas recebe a ação, como em: Esta revista é para mim/Este presente não é para mim?

            A maneira de escrever e principalmente de falar de alguém revela muito do que a pessoa é. Então, muito cuidado antes de abrir a boca e de pôr as idéias no papel.

Coordenador do curso de Letras da FIRP lança novo livro

11/11/09

Coordenador do curso de Letras lança novo livro 

O professor SÉRGIO SIMKA, coordenador do curso de Letras das Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP), e professor da Universidade do Grande ABC (UniABC), acaba de lançar seu mais novo livro pela editora Ciência Moderna, do Rio de Janeiro, que se encontra à venda em todas as livrarias do País, em especial na Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br) e diretamente na editora: www.lcm.com.br.

Nossos lindos campos têm mais flores

14/10/09

  

             Ler jornais é tomar ciência ao mesmo tempo do que ocorre em nosso cotidiano e dos erros de português que os redatores deixam escapar. Acontece com as melhores famílias. Veja abaixo o deslize:

 

            “Há dois anos do lançamento, obras estão a todo vapor.”

 

            O fato é que, ao ler a reportagem, sabemos que o lançamento está previsto para 2011, portanto o tempo é futuro, daí deveria ser usado, em lugar de “há”, a preposição “a”, pois esta indica tempo que ainda não transcorreu.  , por sua vez, indica tempo decorrido, tempo passado.

 

            Corrija-se para: “A dois anos do lançamento, obras estão a todo vapor.”

 

            Outro erro: o verbo tem, no plural, não perdeu o acento, mesmo com as novas regras ortográficas. Assim, os versos do nosso Hino Nacional “Teus risonhos lindos campos têm mais flores” e “Nossos bosques têm mais vida” devem apresentar a forma verbal “tem” com o seu competente acento: têm.

 

            Acontece que uma prefeitura da região divulgou 5.000 exemplares do Hino com o verbo “tem” no plural sem o devido acento, num evento para comemorar 7 de Setembro. Um vexame linguístico.

 

            Texto escrito deve obedecer às regras de nossa gramática. E um bom livro de gramática é sempre esclarecedor.

 

            Sugestão de leitura: “Português não é um bicho-de-sete-cabeças”, publicado pela editora Ciência Moderna, à venda nas livrarias.

Palestras de outubro da Casa da Palavra

30/09/09

 

 

3/10 (sábado, das 9h às 12h) 
 Palestra: Como apresentar originais infanto-juvenis ao editor


 Amir Piedade (Editora Cortez)


 Muitos autores têm boas idéias, mas não sabem como redigir um texto de forma clara e objetiva. No caso dos ilustradores, a maioria não consegue fazer uma união harmoniosa entre o texto e a imagem.
Outro problema mais comum aos autores novos é a falta de “maturação” do texto. Muitos escrevem rápido, não fazem nenhuma revisão e enviam imediatamente às editoras. O que faz, muitas vezes, o texto ser descartado logo no início sem passar pelo processo de análise.
Esta oficina tem como objetivo orientar os novos autores sobre como trabalhar e apresentar bem um texto e, para os ilustradores, como fazer um trabalho delicado e perfeitamente integrado ao texto.
 

 

 

Dias 8, 22 e 29/10; 5, 12, 19 e 26/11; 3, 10 e 17/12


 (às quintas-feiras, das 19h às 21h) 


 Oficina: Oficina de Leitura e Produção de Textos em Literatura Infantil


 Elvair Grossi
 

A oficina vem preencher uma lacuna na formação do profissional de educação, ao mesmo tempo tornar-se uma possibilidade de desenvolver práticas de leituras, análises e produção de texto.
O objetivo é mobilizar, de maneira teórica e prática, categorias, noções e conceitos advindos das diferentes correntes teóricas da literatura infantil e da linguagem, de modo a promover uma reflexão crítica sobre novas modalidades de abordar o fenômeno literário na construção de sujeitos leitores da literatura, direcionando a produção de textos infantis.
 

 

13/10 (terça-feira, das 9h às 11h)


 Palestra: Incentivo à leitura por meio do uso de imagens nas séries iniciais


 Obs.: A palestra será realizada no Centro de Formação de Professores Clarice Lispector (Rua Tirol, 5, Vila Matarazzo)


 Fernando Vilela e Stella Barbieri


 Uma das várias formas de proporcionar o aprendizado a uma criança é facilitar a ela o prazer da descoberta da leitura. É por meio da leitura que todo indivíduo pode freqüentar dois mundos, o real e o imaginário.
Ler, hoje, não se restringe ao código escrito daqueles objetos com capa e folhas de papel. Ler, no século 21, na era tecnológica, deve ser compreendido no sentido de ler o mundo, com suas múltiplas linguagens e imagens.

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A Casa da Palavra é um espaço público dedicado a uma programação de cunho cultural, localizada na Praça do Carmo, 171- Centro – Santo André - SP.
O seu trabalho de difusão e de formação é voltado ao atendimento dos apreciadores e produtores da literatura, pesquisadores, pensadores, estudantes, enfim aos mais diversos amantes da palavra e suas vertentes.
Ela abriga em seu espaço a Escola Livre de Literatura (ELL), que se destina à formação e difusão da Arte da Literatura em seus diversos meios.
Venha conhecer a Casa da Palavra e a Escola Livre de Literatura, estamos abertos a novas idéias!
Este espaço é um equipamento da Secretaria de Cultura Esportes e Lazer da Prefeitura Municipal de Santo André
Contatos:
Cassiano Ricardo Tirapani (coordenador da Casa da Palavra):
crtirapani@gmail.com
Dayse von Ancken Salgado (coordenadora da ELL)
dayse.salgado@gmail.com
Telefone: 4992-7218 (Sérgio ou Suely)
Visite também o nosso blog: http://casadapalavrasa.blogspot.com/
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Daniel Piza na Casa da Palavra

9/09/09

Encontros Literários

A Casa da Palavra convida todos a participar dos Encontros Literários, que são cursos livres que podem ser assistidos por qualquer pessoa interessada, não requerem inscrição, e são completamente públicos e gratuitos. São palestras culturais de qualidade, cuja finalidade é criar um núcleo de discussão de pensadores, artistas, poetas, escritores e estudantes da região.

10/09 – das 19h às 21h

Palestra: Euclides da Cunha
com Daniel Piza


O editor-executivo do jornal O Estado de S. Paulo discorrerá sobre vida e obra de Euclides da Cunha, que foi escritor, sociólogo, repórter jornalístico, historiador, geógrafo e engenheiro, autor de Os Sertões.

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A Casa da Palavra é um espaço público dedicado a uma programação de cunho cultural, localizada na Praça do Carmo, 171- Centro – Santo André - SP.

O seu trabalho de difusão e de formação é voltado ao atendimento dos apreciadores e produtores da literatura, pesquisadores, pensadores, estudantes, enfim, aos mais diversos amantes da palavra e suas vertentes.

Ela abriga em seu espaço a Escola Livre de Literatura(ELL), que se destina à formação e à difusão da Arte da Literatura em seus diversos meios.

Venha conhecer a Casa da Palavra e a Escola Livre de Literatura, estamos abertos a novas idéias!

Este espaço é um equipamento da  Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer da Prefeitura Municipal de Santo André

Telefone:(11)4992-7218

Paródia

2/09/09

Esta coluna tem o prazer de mostrar aos leitores uma paródia, escrita por Luana Pereira da Silva, escritora que promete. Apreciem sua irreverência.

 

eu

e daí se não sou o dono das palavras
eu,eu,eu e mais um eu
eu novamente eu
com este corpo enorme e a pobre da cabeça miúda
talvez fui cruzado com um javali ou um jegue
tenho pena de minha mãe
como ela foi capaz de gerar uma coisa tão feia
é…eu,eu e somente eu(e as perebas)
preso na burrice,torturado pelo chocolate
sinto um enorme prazer quando vejo uma cadela no cio
e as tetas da vaca são duras como pedra de sabão…
ao ver minha vó nua,
hoje compreendo que o melhor a se fazer é morrer virgem.
 
Luana Pereira da Silva
 

Onde (ou aonde) estão os candidatos?

19/08/09

Onde indica permanência, o lugar em que se está ou em que se passa algum fato. Complementa verbos que exprimem estado ou permanência e que normalmente pedem a preposição em:  

  • Onde está? – Em casa.
  • Você sabe onde fica a redação da revista Expressão? – Na Vila Pires.
  • Não entendo onde ela estava com a cabeça quando falou isso.
  • Não sabe onde se apresentar nem a quem se dirigir?

Aonde (combinação da preposição a + onde) indica movimento para algum lugar. Dá ideia de aproximação. É usado com os verbos ir, chegar, retornar e outros que pedem a preposição a. Exemplos:

  • Aonde você vai todo dia às 8 horas? – A Ribeirão Pires.
  • Sabe aonde eles foram? – Ao cinema.
  • Ela não sabe muito bem aonde quer chegar.
  • Não sei aonde ou a quem me dirijo.
  • Aonde nos levará tamanha discussão?
  • Faz dois dias que saiu do hospital, aonde deverá retornar brevemente para nova consulta.

Em termos práticos, aonde pode ser substituído por a que lugar, para que lugar, enquanto onde equivale a em que lugar.

Portanto, o título da coluna fica assim: Onde estão os candidatos?