UM FANTASMA RONDA O CÂMPUS

10/12/08

Prezado (a) amigo (a)   

Estamos organizando um livro de contos, a ser publicado pela Iglu Editora, de São Paulo (www.iglueditora.com.br), cujo título é:   

UM FANTASMA RONDA O CÂMPUS   

(histórias de fantasmas ambientadas no espaço universitário)   

Quem tiver interesse em enviar seus trabalhos deve fazê-lo até 31/01/09, impreterivelmente.   

Cada autor poderá encaminhar até dois contos, que passarão por uma seleção, e, caso aprovados, serão publicados. A intenção é proporcionar espaço a um maior número de autores.   

Os contos devem ter de 5 a 15 páginas, em espaçamento 1,5, acompanhados de minicurrículo (ou breve apresentação)..    

 Deverão ser encaminhados para o seguinte e-mail: sergiosimka@yahoo.com.br    

Ficamos à disposição para sanar as dúvidas.   

Saudações literárias!   

Professores Sérgio Simka e Ítalo Bruno   

Docentes, respectivamente, da Universidade do Grande ABC (UniABC), de Santo André-SP, e  das Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP), Ribeirão Pires-SP. 

Oh! My God!

3/12/08


  

           
- Você sabia que our friend (nossa amiga) Samantha foi à Irlanda me aperfeiçoar? – perguntou o Inglês a seu amigo Português.
- Puxa, que legal! Eu fico feliz por você, mas triste por mim.
- Why, caro amigo?
- Porque desde que retornou ao Brasil, ela está me maltratando. Nem se lembra mais das minhas regras básicas.
- Como assim?
- Lembra da conversa que ela teve com suas amigas, quando disse que haviam muitos rapazes bonitos na Irlanda?
- Lembro. What`s the problem? (O que tem?)
- Samantha usou o verbo havia de forma incorreta. Quando o meu verbo haver tiver o sentido de existir, ele não vai mudar, ou seja, vai sempre ser usado na sua forma havia.
- Oh! My God!
- E tem mais, meu amigo! Ela mencionou que tinha chego atrasada à aula e por isso teve um ataque de stress. Tadinho de mim.
- I don´t understand (não compreendo) onde foi que ela errou.
- Para começar, ela deveria ter dito tinha chegado porque não existe chego. E que teve um ataque de estresse porque stress é com você e não comigo.
 

Sérgio Simka é professor universitário e autor de Português não é um Bicho-de-sete-cabeças (Ciência Moderna) e Literatura e Gramática: interfaces possíveis (Iglu). Seu site: www.sergiosimka.com 
Silene de Carvalho da Silva é pedagoga, licenciada em Letras e pós-graduanda em Gestão Empresarial.

Lançamento do livro LITERATURA E GRAMÁTICA

25/11/08

As Faculdades Integradas de Ribeirão Pires e os autores têm o prazer de convidá-lo(a)  para o lançamento do livro:
 

Literatura e Gramática: interfaces possíveis
 

           Alberto Pucheu                                                                           Ítalo Meneghetti Filho
         Nelson Luiz de Carvalho Camargo                                                   Sérgio Simka    
         Suseli Corumba dos Santos Almeida                                         Valéria da Rocha Aveiro  
             Vanessa Santos Bahia
 

O evento acontecerá no dia 27 de novembro (quinta-feira) a partir das 20h.
Local: Faculdades Integradas de Ribeirão Pires - www.firp.edu.br - letras@firp.edu.br

Rua Coronel Oliveira Lima, nº 3345 - Parque Aliança – Ribeirão Pires (Telefone: 4828-2820)

No posto de gasolina

7/11/08


Eliselma, após longo tempo desempregada, conseguiu um emprego de frentista.


Logo no primeiro dia reparou que os cartazes de promoção detonavam com o idioma. Aí resolveu ter uma conversa com o gerente.


Eliselma: - Sr. Amarildo, como é que esse posto, que pertence a uma grande rede, pode cometer barbaridades que aparecem nesses cartazes?


Sr. Amarildo: - Que barbaridades, minha filha?


Eliselma: - O senhor não sabia que ganhe grátis uma ducha não se diz e muito menos se escreve?


Sr. Amarildo (com cara de anta): - Não sabia.


Eliselma: - E que 20 Lts não se escreve dessa forma?


Sr. Amarildo (com a cara mais inocente do mundo): - Não fazia a menor idéia, mas calma, minha filha, posso fazer uma colocação? Vou promover você para o cargo de assistente de comunicação. O que me diz?


Eliselma: - Obrigada, mas o senhor sabia que não se deve dizer colocação?


O Sr. Amarildo ficou por fora, mas você, leitor, deve saber o seguinte:


Primeiro: ganhar grátis é uma redundância, porque não se pode ganhar pagando. Diga apenas ganhe um ducha.


Segundo: a abreviatura de litro é feita apenas com L ou l.


Terceiro: a palavra colocação não é sinônimo de sugestão, observação. Portanto, em vez de dizer “ele fez uma colocação errada”, diga “ele fez uma observação errada”.
 

Tratam-se de aulas chatas ou trata-se de aulas chatas?

30/10/08


  

           
Interceptamos no corredor da faculdade o seguinte diálogo:
            - E aí, cara, está indo embora agora por quê? Não vai ficar pra assistir às duas últimas aulas?
            -  Qualé, mano! Tratam-se de aulas mó chatas, vou é tomar umas breja com as mina. Não quer ir com nós?
 

            Daremos de presente a nossa foto autografada se você adivinhar o nome da disciplina a que o infeliz estava se referindo.
            Se você disse Português, errou! A disciplina era Contabilidade. Pegamos você!!
            Pois bem. Tirando o ir com nós (deve-se dizer conosco) e as gírias, existe uma expressão que apresenta erro. O certo é: tratam-se de aulas chatas ou trata-se de aulas chatas?
O certo é trata-se de aulas chatas, pois não há concordância entre o verbo (trata-se) e o seu complemento (de aulas chatas).
Por que não?
Porque, meu filho, o sujeito em questão é indeterminado. Nesse caso, tratar, com o significado de “estar em questão, estar em causa, ser o que importa”, é transitivo indireto, portanto fica no singular ao lado da partícula “se”, que é chamada pela gramática de índice de indeterminação do sujeito.
Portanto, trata-se de aulas chatas, trata-se de alunos que não dão a mínima ao ensino, trata-se de situações freqüentes, etc.
E muita luz!
 

Sérgio Simka é professor universitário e autor de Português não é um Bicho-de-sete-cabeças (Ciência Moderna) e Literatura e Gramática: interfaces possíveis (Iglu). Seu site: www.sergiosimka.com 
Silene de Carvalho da Silva é pedagoga, licenciada em Letras e pós-graduanda em Gestão Empresarial.

O “mesmo” entende disso

12/09/08

 

             “Fale com o Simka se ele não gostaria de escrever sobre o MESMO, pois o MESMO entende disso.”
            É lógico que a mensagem contém propositadamente um erro, aliás, muito freqüente em textos escritos: o emprego do demonstrativo “mesmo” com função pronominal.
Em outras palavras, não se usa “mesmo” para substituir pronome ou substantivo.
E por que não pode substituir?
            Porque apenas os pronomes do caso reto é que podem exercer a função de sujeito da oração.
            Assim, na frase acima, basta substituir o segundo “mesmo” pelo pronome “ele”, para que a mesma, quer dizer, para que a frase (isso é contagioso!) ganhe mais colorido e sabor lingüísticos: “…pois ele entende disso.”
            Erro semelhante é aquele encontrado na placa de advertência próximo aos elevadores: “Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar.”
            Como “mesmo” não pode ser usado no lugar de pronome pessoal, é só usar o pronome correspondente: “…verifique se ele (ou este) encontra-se parado…”.
            Analise as duas frases seguintes:
“Vou à casa de minha mãe; falarei com a mesma sobre o assunto.”
            “Realizou-se ontem a esperada festa; à mesma compareceram…”

             É o caso de perguntar se o interlocutor tem outra mãe ou se o cronista assistiu a outra festa…

Prof. Sérgio Simka

Café e Debate na Livraria Paulus

29/08/08

Português não é um bicho-de-sete-cabeças

Objetivos: mostrar de maneira bem despojada, cheia de humor, que as regras da gramática podem conviver pacificamente com os neurônios de quem pôs na cabeça que português é difícil. Transmitir a convicção de que a língua portuguesa é um importantíssimo instrumento de crescimento pessoal e profissional.

Palestrante: Sérgio Simka. Graduado em Letras pelo Uni-A; mestre em Língua Portuguesa pela PUC-SP; professor universitário; autor dos livros: “Português não é um bicho-de-sete-cabeças” e “Ensino eficaz da crase”, entre outros.

Público-alvo: pessoas interessadas no assunto, ou que vivem perdendo a cabeça por causa das dúvidas de português e que acham o idioma complicado, ou que não têm nada melhor para fazer aos sábados.

Pré-requisitos: disposição para se divertir enquanto aprende.

Data: 6 de setembro de 2008.

Horário: das 10h00 às 12h00.

Inscrições: até 3 dias antes do curso.

Importante: a palestra, certamente, vai fazer a sua cabeça, pois apresentará a língua portuguesa de um modo que você jamais viu. Duvida? Então, venha participar!

Local:
Livraria Paulus
Rua Campos Sales, 255
Centro – Santo André - SP
11 4992-0623
stoandre@paulus.com.br

Ganhe totalmente de graça

28/08/08

 

Num comercial de televisão, ouvi a seguinte expressão: “Ganhe totalmente de graça…”

Não bastasse “ganhar de graça”, ainda por cima existia o “totalmente”.

Trata-se de uma redundância, ou seja, o uso de palavras supérfluas, evidentes ou inúteis na frase. No exemplo, ganhar traz a idéia de “gratuidade”.

Imagine quando você ganhar e tiver de pagar…

As redundâncias estão por aí, sem a gente se dar conta. Veja algumas: subir pra cima, descer pra baixo, entrar pra dentro, sair pra fora, elo de ligação, criar novos, continuar ainda, encarar de frente, manter o mesmo, planos para o futuro, sorriso nos lábios, viúva do falecido, etc.

Agora, cuidado com o verbo ganhar. Pelo fato de ele ter sentido positivo, não se pode, por exemplo, ganhar uma punição, uma advertência, uma multa. Pode, isso sim, receber uma punição, uma multa, uma advertência.

Observe, agora, a diferença entre gratuito e grátis.

Gratuito é adjetivo e deve ser usado com o verbo ser ou substantivos: Entrada gratuita/ Ensino gratuito.

Grátis é advérbio e pode ser substituído por gratuitamente:

Consegui o livro grátis (= gratuitamente).

Prof. Sérgio Simka
Professor de Língua Portuguesa da UniABC e da FIRP
www.sergiosimka.com

Pessoas bastante boas

8/08/08

 

Freqüentemente sou chamado para esclarecer algumas dúvidas de português: Estamos com uma dúvida aqui no departamento: Na expressão “há pessoas bastantes boas”, o bastante vai para o plural?

Segue a resposta:

A palavra “bastante” significa “que basta, suficiente”. Por ser adjetivo, concorda com o substantivo: Não houve provas bastantes para condená-lo.

“Bastante(s)” pode ser empregado com significação de “muito(s)”: Meu irmão tem bastante dinheiro. / Isso vem se repetindo há bastantes anos. / Há bastantes mosquitos no quintal.

“Bastante” pode ser usado como advérbio, modifica adjetivos, à maneira de “muito”, porém com menos intensidade do que este: Os alunos estavam bastante otimistas.

Equivale a “suficientemente” em frases como: Os dois candidatos eram bastante conhecedores da língua portuguesa. / Sua explicação foi bastante clara.

Pode ser usado como substantivo: Trabalha o bastante para não passar fome.

Portanto, a frase mencionada está errada; corrija-se para: “há pessoas bastante boas”.
Ainda bem que há.

Ah, o meu mais novo livro é “Comunicação e Discurso”, à venda na Livraria Cultura: www.livrariacultura.com.br.

Muita luz!!!

Comunicação e Discurso

13/06/08

25º - Livro
Comunicação e Discurso
Iglu, São Paulo, 2008, 72p.

Organizado pelos profs. Sérgio Simka e Telma Aparecida Mafra, o livro tem por objetivo proporcionar uma reflexão sobre a importância da comunicação nos tempos atuais, seja nos planos pessoal ou profissional, seja nos aspectos oral e escrito. Seus autores são professores, comunicadores e estudiosos das relações comunicacionais, interessados em transmitir seus conhecimentos e ampliar as discussões acerca do tema. Simka colabora com o primeiro capítulo: “Auto-estima lingüística e comunicação escrita” (páginas 11-23).