Nem seu, nem meu, mas NOSSO!
Sábado, Outubro 25th, 2008Nem seu, nem meu, mas NOSSO.
Por Levi Araújo
Estou convicto que não há saúde no individualismo e na desconexão desagregação e renuncia ao coletivo.
Definitivamente, não há membro vivo, saudável e pleno fora de um corpo.
A cultura judaico-cristã e os textos bíblicos nos fazem pensar a vida e as pessoas como um todo – soma e os relacionamentos humanos sob a perspectiva do integral e do inteiro.
Por isso eu continuo afirmando que a concepção e a prática da lógica do nosso deve ser o alfa e ômega do nosso jeito de pensar e viver.
O nosso tem um viés cultural, natural e inerente a qualquer comunidade saudável e esse nosso que nos faz cidadãos deve estar acima das lutas de grupos ou segmentos sociais pelo poder, principalmente daqueles que buscam o poder pelo poder.
Mas sabemos que há o nosso nefasto que se manifesta nas articulações quase sempre antidemocráticas de lobbies que tentam controlar a pautas dos legislativos, os orçamentos dos executivos e as decisões dos judiciários.
O verdadeiro nosso traz uma consciência que busca o bem estar dos outros que estão além dos nossos quintais e arraiais.
Estarei sempre entre aqueles que não vivem sob o lema do cada um com os seus problemas e isso não significa ter que fazer pelos outros o que os outros devem fazer por si mesmos.
Não estou falando de programas e projetos paternalistas e assistencialistas que estimulam a indolência, a preguiça e a fidelização de currais eleitorais e gados marcados.
Estou falando de humanitarismo e solidariedade na construção de políticas públicas e práticas não governamentais sustentáveis.
Nós cremos que podemos construir cidades economicamente viáveis, socialmente justas e ecologicamente corretas.
Até porque aprendemos que a oração correta nunca foi PAI MEU que está nos céus!
O Pai é nosso, a cidade é nossa e as oportunidades de todos.
O nosso não exclui ninguém dos direitos e deveres de cidadão e respeita a dignidade, alteridade e autonomia de toda pessoa.
Bertold Brecht também disse que as convicções são esperanças e como seguidor de Jesus de Nazaré, o meu compromisso com o futuro é um compromisso com a esperança, esperança esta que está embasada nas convicções que abracei desde a minha tenra idade e que me fazem seguir resoluto na jornada que me está proposta por Deus.