Leandro Amaral
O secretário de Gestão Ambiental, Giba Marson, afirmou nesta terça-feira (21) que não acredita na composição de uma chapa pura para a tentativa da reeleição do prefeito Luiz Marinho (PT).
Segundo ele, o chefe do Executivo tem reiterado nas conversas com os partidos aliados que alçar vôo para a disputa do governo do Estado em 2014 está fora dos planos. Em tese, praticamente estaria sepultada a pretensão petista de uma dobrada majoritária “puro sangue”.
Giba pondera, no entanto, que só a especulação do plano maior, por si só, já potencializa o interesse no posto de nº2 que, neste caso da migração eleitoral de Marinho, assumiria o mandato por dois anos.“Isso fez com que o cargo fosse bastante almejado. Embora ele repete e eu acredito que não será candidato em 2014, essa ascensão dele dentro do PT faz com que se vislumbre um governo (municipal, em caso de reeleição) que, na sua metade, possa ser trocado em virtude da renúncia do prefeito”, disse.
Recém filiado no PTB, Giba destaca que o perfil do vice não condiz com uma chapa pura. Na visão dele, o companheiro de Marinho deve ser pinçado sob o prisma de um conjunto de fatores como a governabilidade, a soma de votos e a postura leal.“O bom vice é aquele que aumenta o tamanho do governo, o volume de votos e, principalmente proporciona uma administração tranqüila do ponto de vista político”.
Mesmo com a controverso anúncio de Frank Aguiar, que perdeu a dianteira ao anunciar que não pleitearia a permanência como vice na chapa petista, mas depois recuou, Giba aposta na manutenção de um petebista no cargo.“Acredito num governo composto com um vice do PTB”.
Quase em 2008
Por coincidência, Giba Marson é correligionário hoje do nome que o tirou do posto de vice em 2008. No pleito passado, até o dia da convenção do PT, Giba, à época no PV, era o mais cotado para compor a chapa majoritária. Porém, no dia derradeiro, por pedido do então presidente Lula, Marinho optou por Frank Aguiar. Embora não tenha descartado, a depender do cenário, pleitear à vice, Giba deve ser candidato a vereador. Portanto, no fim de março, ele irá se descompatibilizar do governo ao deixar a pasta de Gestão Ambiental.