Tiago Oliveira
A proposta de diretórios municipais de Santo André em aumentar a quantidade de cadeiras no Legislativo colocou em lados opostos as legendas e a subseção da OAB da cidade.
Atualmente a Câmara conta com 21 vereadores. As siglas querem que este número chegue a 27. “Defendemos uma maior inclusão da sociedade na casa legislativa. Queremos que toda a sociedade participe efetivamente, o que nós não temos em Santo André”, defendeu Carlos Balladas. O empresário é filiado ao PC do B, que representa o grupo de 17 partidos que defendem a criação de novas cadeiras.
“Nem todos os segmentos da sociedade estão representados lá [na Câmara]. Por exemplo, hoje entre os 21 vereadores não há nenhuma mulher. Elas não estão representadas”, completa.
Na avaliação da Ordem dos Advogados do Brasil, o aumento no número de cadeiras não garante maior representatividade. O presidente da subseção de Santo André, Fábio Picarelli, se mostrou contra a proposta.
“Eu conheço e acompanho o trabalho da Câmara, sabemos da seriedade do trato com o dinheiro público. Não se desperdiça, muito pelo contrário, se devolve R$ 5 milhões por ano aos cofres do Executivo” afirma o advogado.
Picarelli, no entanto, questiona: “Deixaremos de fazer isso para aumentar [a quantidade de vereadores]? O que garante que aumentando o número de cadeiras nós teremos mulheres na Câmara Municipal?”, questiona.