O desabamento que atingiu o edifício Senador, no Centro de São Bernardo, e deixou duas vítimas fatais, faz emergir novamente o velho debate sobre a fiscalização de obras, públicas ou privadas.
Recentemente, parte do telhado de uma escola cedeu em São Bernardo e matou uma criança. No Rio de Janeiro, três prédios viraram pó em fração de segundos sem que isso fosse objeto do desejo de terroristas, como nos Estados Unidos em 2001.
Será que os engenheiros e arquitetos disponíveis no mercado compraram o diploma? É claro que não. Assim como em toda profissão, a engenharia e a arquitetura oferecem bons e maus profissionais. Falta fiscalização mais rigorosa por parte do poder público – e do privado também – em relação às edificações que a cada dia deixam a nossa paisagem cada vez mais parecida com uma selva de pedra.
Não adianta dizer que vai fazer isso ou aquilo depois que tudo ruiu. É preciso fazer antes para evitar o pior. Afinal de contas, remediar não trará de volta as vidas ceifadas pelo descaso.
Fonte: AE