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Marinho avisa que Frank ‘perdeu a preferência’ para vice


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 21:50 [Nenhum Comentário]
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Leandro Amaral
Marinho afirma que, mesmo disposto a permanecer no cenário eleitoral local, Frank não terá a dianteira que ostentava até dezembro / Foto: Marciel Peres

Um dia após a mudança de discurso de Frank Aguiar (PTB), que agora já cogita a possibilidade de pleitear a permanência como vice na eleição de outubro, o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), afirmou nesta quinta-feira (2) que o atual companheiro de chapa perdeu a preferência.

Mesmo disposto a permanecer no cenário eleitoral local, Frank não terá a dianteira que ostentava até dezembro, quando anunciou que abriria mão do pleito do Paço para se dedicar à carreira artística – que completa 20 anos em 2012 – e a sua mãe que está doente.“Tinha pré-acordo de manter o Frank, mas ele se retirou. Para se recolocar no posto, a discussão será do zero. Evidentemente que não volta ao mesmo patamar. Agora é uma outra discussão”, assegura o chefe do Executivo.

Marinho, que não gosta de discutir pela imprensa, mostrou descontentamento pelo fato de não ter sido comunicado sobre a mudança de posicionamento. “O Frank não me comunicou que deseja continuar. Portanto essa decisão é para abril, véspera das convenções”, dispara.

Quando Frank anunciou que declinaria da permanência, no ano passado, Marinho já manifestara indignação pela postura ‘midiática’ do vice. Apesar da celeuma, o petista reitera que a escolha do vice ocorrerá mais perto das convenções partidárias, previstas para junho. O prefeito também afirma que, se depender dele, não terá chapa pura, pois algumas legendas da base aliada já manifestaram interesse em indicar o ‘número dois’ da dobrada majoritária.

“Minha disposição é construir uma chapa majoritária que tenha um dos partidos aliados compondo a vice. O PT, porém, tem o mesmo direito que os outros partidos de reivindicar. A definição passa pela minha decisão conversando com o conjunto dos partidos”, explica.

Receio é dobrada vermelha

As siglas aliadas temem que a ofensiva da direção municipal petista culmine na composição de uma chapa puro-sangue. Na semana passada, a cúpula do PT da cidade decidiu, durante reunião da executiva, apresentar uma lista com uma dezena de nomes para materializar a dobrada ‘vermelha’.

A notícia deixou os partidos que orbitam no Paço de sobreaviso. Para tentar manter o espaço, algumas legendas e correligionários pressionaram Frank a se posicionar. “Uma declaração simples do prefeito sobre a possibilidade de chapa pura repercutiu entre os partidos e vereadores. A turma chega pra mim e me pressiona. Houve esse apelo, principalmente do meu partido. Muitos me procuraram e se manifestaram a favor do meu nome. Surge esse fato novo dos partidos de rejeitar a possibilidade de chapa pura”, revelou Frank, no dia anterior.

Porém, segundo fontes, a maneira escolhida pelo vice não foi a melhor. Pelo contrário, foi ‘um tiro no pé’. Preocupam também as siglas da base, as últimas declarações de Marinho ao mostrar receptividade a uma chapa pura desde que seja crivada pelos aliados. Antes, o petista rechaçava qualquer possibilidade do PT ser vice.

Indagado durante evento no Paço nesta quinta-feira (2) se o nome de Marisa Letícia – esposa de Lula – seria alvo do consenso numa eventual dobrada petista, Marinho foi enfático. “Ninguém perguntou se ela deseja. Acredito que ela não quer e nem os partidos querem chapa pura”. Apesar de descartar, Marinho rasgou elogio à ex-primeira dama do Brasil. “Seria um nome extraordinário”, comentou o prefeito.

Prefeito aguarda apoio do PSB

Marinho já definiu agenda de encontros com partidos para definir a base de apoio para a tentativa da reeleição e, consequentemente, ratificar o vice. Na próxima segunda-feira (6) o prefeito se reunirá com os integrantes do PSB.

Partido historicamente rival do PT na cidade, o reduto socialista, segundo Marinho, tem todas as condições de estar na mesma trincheira, principalmente porque o maior antipetista, o ex-prefeito William Dib, não está mais nas fileiras socialistas.

“Aparentemente há um desejo do partido de nos acompanhar. Eu creio que as condições são boas e que não haverá restrição da direção estadual ou nacional”, diz. “O Dib foi para o lugar certo, o PSDB, onde o DNA cabe direitinho. E o PSB deseja se aproximar do campo que ele sempre esteve presente”, completa.

Além de tratar do assunto na esfera local, Marinho tentará selar o apoio do PSB no encontro que terá, em breve, com o governador do Pernambuco, Eduardo Campos, principal líder da sigla na atualidade. (Leandro Amaral)


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