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Nem tudo é festa na Rocinha


sexta-feira, 18 de novembro de 2011 16:56 [Nenhum Comentário]
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A ocupação da conhecidíssima Favela da Rocinha, alardeada com pompa pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, deve sim ser aplaudida, pois traz no bojo política pública que tem se demonstrado eficiente: a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora).

Porém, a euforia deve ser contida por outra informação não menos concreta. Como diria o capitão Nascimento, em Tropa de Elite, o sistema está contaminado. Não bastam a prisão do “dono do morro” e a instalação de policiais para que a paz seja mantida.

O próprio Nem relatou a parcimônia com que os traficantes sejam atendidos pelos policiais que, em troca de propina, fazem vista grossa para o caminho das drogas. Mais do que ocupar o território do crime é preciso dominar toda e qualquer possibilidade de influência do “$istema” (propositalmente grafado desta forma) na formação e conduta de quem se propõe a “lutar’ pela ordem da coletividade.

Tudo isso, claro, sem esquecer na manutenção da unidade entre as três esferas de poder. Sem isso, qualquer política está fadada a ser executada de muleta, pois ações impactantes precisam do dispêndio dos municípios, Estados e governo federal.

Fonte: AE

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