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Com alfinetadas no PMDB, Dinah rompe o silêncio


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 17:44 [2 Comentário(s)]
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Leandro Amaral
Dinah Zekcer, vice-prefeita de Santo André (Foto:Marciel Peres)

A vice-prefeita de Santo André, Dinah Zekcer (PTB), rompeu o silêncio nesta segunda-feira (21/02). Durante entrevista ao Repórter Diário, a petebista comentou o cenário político, principalmente a repercussão da filiação do supersecretário Nilson Bonome no PMDB.

Sem papas na língua, Dinah rechaçou qualquer rusga – política e pessoal - com o prefeito Aidan Ravin. Relembrando o jeito incisivo que a marcou durante a longa estadia na vereança local, ela disse que “nenhum partido” auxiliou em 2008 o PTB na corrida eleitoral e defendeu a fala do marido, Israel Zekcer, que, na tribuna da Câmara, disse que a esposa estava sendo injustiçada.

Porém, segundo ela, a fala não foi endereçada ao governo Aidan, mas um torpedo ao pleito do PMDB que, por meio de Michel Temer, disse que focaria ser vice do atual mandatário em 2012. “Não acho que foi só extemporâneo. Por que eles não vieram nos procurar na nossa eleição (2008)? Não teve um partido que quisesse se aliar porque não acreditaram em nós. O PMDB teve até um vereador que se pronunciou gritando que o candidato dele (que não era o Dr. Aidan) já tinha ganho a eleição. Ninguém veio nos ajudar. Agora que estamos mostrando progresso na cidade todo mundo quer vir”, disse.

Apesar do claro descontentamento com o posicionamento do PMDB, Dinah reiterou que possui boa relação com Bonome. Antes de conversar com a reportagem, a vice se reuniu com o prefeito Aidan. “Chegou a hora de nós nos pronunciarmos. Agora é hora de dizer que o PTB é o PTB”, disparou em tom enfático.

Acompanhe a íntegra da entrevista

Repórter Diário: Como é o relacionamento político com o prefeito Aidan?
Dinah Zekcer: O meu relacionamento político com ele não poderia ser melhor. Nós não temos absolutamente nada (conflito) nem pessoal e nem partidário. Eu, por ser presidente do PTB, e ele, por ser vice, conversamos tudo. Nada é isolado.

RD: A senhora é ouvida pelo prefeito?
Dinah: Nós participamos de tudo. Toda hora temos reuniões com os secretários. (Casalinho, Cleide e Edson). Nós já começamos a discutir o dia da mulher. Essa semana vamos inaugurar a Praça Kennedy. Eu participo de tudo. As pessoas gostam de inventar e falar coisas que não existem. Depois de 16 anos na Câmara eu não consigo esconder o que eu sou. As pessoas sabem a minha maneira de trabalhar.

RD: O que a senhora achou da filiação do Bonome no PMDB?
Dinah: Não sei porque teve tanto destaque. Foi nada mais nada menos do que um compromisso de um secretário nosso – com quem tenho um ótimo relacionamento – que simplesmente se filiou ao PMDB.

RD: Vários discursos no ato falaram do PMDB como vice.
Dinah: Eu não consigo entender eles falarem que o PMDB gostaria de ter isso ou aquilo. O PTB também tem o que gostaria e outros partidos também. Todos os partidos têm uma linha de conduta. Não tem nada a ver misturar as coisas. Não é o momento de falar de vice. O momento vai ser quando o PTB se reunir lá na frente e discutir o assunto, inclusive, com a executiva estadual para se definir um caminho. Eu não entendo esse estardalhaço. Nenhum partido se antecipa a nada. Essa é uma ideia deles. Será que vão conseguir em todos municípios como foi falado? Não. É difícil.

RD: O que a senhora achou da fala do Israel de que a senhora foi injustiçada?
Dinah: Ele é meu marido e como tal ele ficou meio assim. Como que de repente vem um partido e se arvora que vai ter o vice? Ele falou muito bem e não ofendeu ninguém. Ele colocou as coisas no devido lugar. Ele falou por mim.

RD: A senhora sabia?
Dinah: Eu não sabia. Ele achou que deveria falar até porque eu sou mulher dele.

RD: Foi extemporâneo o PMDB ter externado o desejo de ser vice?
Dinah: Não acho que foi só extemporâneo. Por que eles não vieram nos procurar na nossa eleição (2008)? Não teve um partido que quisesse se aliar porque não acreditaram em nós. O PMDB teve até um vereador que se pronunciou gritando que o candidato dele (que não era o Dr. Aidan) já tinha ganho a eleição. Ninguém veio nos ajudar. Agora que estamos mostrando progresso na cidade todo mundo quer vir. Com que autoridade um partido pode dizer que uma pessoa dele vai ser vice? Esse foi o problema. Se ele não tivesse falado nada, seria tudo normal. Veio o vice-presidente (Michel Temer), nós cansamos de dobrar politicamente (Israel/Michel) lá no Tietê. Falar todo mundo pode falar, mas tem que saber o momento oportuno.
 
RD: A senhora vai defender chapa pura?
Dinah: Isso é relativo. O candidato precisa da colaboração de todos os partidos. Nós ganhamos sozinhos pelo PTB, mas isso não quer dizer que amanhã você não venha precisar dos partidos. No primeiro momento, nós não temos nada para falar sobre isso. Precisar de outros partidos, todos precisam, mas existem várias formas de participação. Nós temos uma base grande, mas de vez em quando você precisa “achar” um vereador lá no plenário.

RD: A senhora admite abrir mão de ser vice?
Dinah: Nesse momento eu não saberia o que te responder porque nem me passou nada disso na cabeça. Nós estamos cuidando das coisas, tentando trazer mais pessoas ao PTB. Eu tive que fazer o PTB renascer. Na próxima eleição você vai ver como nossa chapa é forte. Porque o nosso partido governa a cidade e, portanto, tem mais benefícios de votos.

RD: Alguém do PMDB a procurou?
Dinah: Não. Mas falaram (José Araújo) na mesma ocasião que estaríamos juntos de qualquer maneira em 2012. Os que vem de fora não conhecem a cidade e falam no entusiasmo do momento.

RD: A senhora considera o Bonome um concorrente?
Dinah: Não considero. Ele vem e conversa comigo sempre. Não temos problemas. Ele nunca falou nada. Pelo contrário, ele diz para contar com ele e eu conto.

RD: Chamou atenção a publicação que a senhora fez num jornal com a palavra credibilidade. Foi uma mensagem a alguém?
Dinah: Pra quem servir e eles sabem quem são. Isso representa o que eu sempre fui. A mesma vereadora, a mesma vice-prefeita e a mesma política. Eu tenho linha de conduta. Eu me sinto orgulhosa por ser vice-prefeita de Santo André.

RD: A senhora foi procurada por outros partidos para falar de 2012?
Dinah: Eu não fui procurada. O pessoal comenta, mas diretamente eu não fui procurada.

RD: O que falta para o governo cumprir o que prometeu?
Dinah: Nós já cumprimos uma boa parte. Esse ano vamos montar o Centro de Referência do Idoso, terminar as escolas, construir algumas creches, fazer o poupatempo de serviços, informatização e reforma dos postos de saúde. Tem muita coisa.  


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Comentários 

  • BETE 25/2/2011 11:03:41 É BOM INFORMAR A VICE PREFEITA QUE O CENTRO DE REFERENCIA DO IDOSO JÁ ESTA MONTADO E FUNCIONANDO HÁ PELO MENOS UNS 10 ANOS E SE LOCALIZA NA RUA DO CAFÉ , SE TEM TANTO ORGULHO DE SER VICE PREFEITA DEVERIA ESTAR MELHOR INFORMADA !!!!!!!! APÓS DOIS ANOS NO COMANDO DA CIDADE DEVERIA SABER OS SERVIÇOS QUE A CIDADE TEM
  • luiz domingues 22/2/2011 23:50:03 quem e o bonome
    de onde ele vem
    quale o seu intersse pessoal nisso tudo q esta aconteçenco
    alguem poderia me da essas informaçoes
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